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Selminha


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Points of View #9

- Sinto-te na minha cintura.
- Mas… se não te estou a tocar!
- Quando tocas, sinto. Quando não estás aqui, sinto ainda mais.
- Isso não faz sentido. Não deveria ser ao contrário?
- Os braços são basculantes, consigo mimar a volta do teu corpo. Os dedos são oponíveis, consigo procurar a curva da tua anca. Mas a cintura é direccionada. Quando não estás aqui, procura-te. Quer-te. Torna-se bélica e tenta alcançar-te. É sentido único. É este o sentido.
- Bélica? Mas isto é algum conflito?
- A guerra é a extensão da política quando se acaba a diplomacia. E por vezes há diplomacia a mais na guerra dos géneros.
- Outra vez o conflito…
- Lutar é como fazer sexo. É invadir o espaço de alguém. É a carne contra a carne. E também há libertação de hormonas…
- Alto lá. Parem esse baile. Mas agora estás a falar de sexo?
- Desde o princípio. As conversas mansas já cansam. Os homens acham sempre que as mulheres precisam de amor.
- Pois. Também nunca gostei desses rótulos. Acham que somos pára-raios emocionais e tentam consolar-nos com um Nunca te vou desiludir ou Ficas bem com qualquer roupa ou até o clássico Sou bom ouvinte… As mulheres são para ser vistas e não ouvidas.
- Mas olha que até ficas bem com qualquer trapinho de Domingo de manhã. Excepto fatos de treino. Isso é que não deveria fazer parte de nenhum closet feminino digno desse nome.
- Mau! Afinal não é sentido único, que a tua conversa agora vai ao contrário. Já te disse que não quero psicanálise e positivismo. Mas tens razão quanto aos fatos de treino.
-  Estava exclusivamente a falar sobre roupa. Se fosse sobre ti, teria atirado um cliché qualquer sobre sorrisos.
- Já dizia a música: you’re never fully dressed without a smile. Uma espécie de gato de Cheshire da indumentária. E esse sim, precisava de uma chaise longue e umas horas de conversa a entrar naquela cabeça.
- És, portanto, impecavelmente bem vestida, mas impenetrável.
- Ahhh então isto foi tudo falinha mansa para dizeres que me queres foder?
- Apenas disse que te sinto. Puxas-me pela cintura. Nunca gostei desses rótulos…

Gonçalo Fortes in O Evangelho do Coiote

Heart Beat

Das batidas compassadas e espaçadas num ritmo suave e cadenciado, retiramos a sensação de um coração saudável, funcional e mecânico. Aparentemente, nada lhe retira a calma, nada o faz constringir, ficar apertado. Mas, acontece sem sequer darmos por isso, o fogo lento em que ardemos e nos mantemos planando pelo mundo, é interrompido por um ruído de fundo. Assemelha-se a um comboio que se ouve ao fundo, cuja destino desconhecemos mas sabemos que está a chegar. Somos apanhados desprevenidos, ou quiçá, estamos de prevenção mas ingénuos, face à sonolência em que nos encontramos, baixamos momentaneamente a guarda e somos tomados de assalto. E o compasso ganha outro ritmo, o batuque acelera, o calor preenche-nos as veias, o sangue agora mais fluído atravessa-nos o corpo, passa por ele e torna a bombear. Sentimos um sopro de vida, um voltar a viver depois de um estado de quase-morte, uma inspiração desesperada de tanto se querer voltar a respirar. Curiosamente, depois de voltar à vida, depois de moribundo, de vez em quando ainda se esquece de bater. Quando os olhos vêm o objecto de cobiça, quando no arrepio da paixão se sente o toque das mãos que se enlaçam nas nossas, quando em sussurros se reconhece a voz rouca e hipnotizante que nos ecoa no peito, quando os lábios que nos beijam chegam ao fundo da alma, quando a língua que nos humedece nos enleia nos fios do desejo, quando a respiração se transforma em gritos em uníssono, quando o sabor da entrega nos toca nevralgicamente, quando a pele se arrepia num reflexo de carícias, quando bafejados pelo aroma do desejo, sucumbimos ao orgasmo mais pernicioso mas também mais esperado. E, do fundo do túnel, vemos finalmente o comboio que adivinhávamos. Acelerado, rápido, com pressa de chegar. Tal como o coração que deixámos assaltar.

Raconte-Moi Une Histoire (L'autre)


"Se te dissesse que te quero, seguirias-me?". Guardo ainda o guardanapo escrito a esferográfica que ela me deu naquela manhã de sábado. Ela, a que me tem preenchido os sonhos, a que não tornei a ver. Ela, a leitora, que encontrei no café e que me prendeu com o olhar de encantamento de quem tinha passado a noite sem dormir. Eram evidentes, na sua face perfeita, as marcas ainda vivas de uma noite que se tinha seguido directamente ao dia anterior. Fiquei a pensar se teria tido um encontro fugaz. O seu amante tê-la-ia abandonado após um momento de paixão? Teria sido beijada e repudiado o pretendente? Senti-me excitado enquanto ela olhava para mim, imaginando diversas razões para estar ali à minha frente, perfeita, desejável e não me largando um minuto com os seus olhos negros e profundos. O calor que dela emanava, o desejo contido, fazia-me esquecer que estava semi-molhado da chuva fugidia da manhã. Fiquei a olhar longamente para as pernas bem delineadas e imaginei-as a em torno de mim, aprisionando-me, controlando-me. Decididamente, tinha que desviar a minha atenção para outro lado, antes que a minha excitação se tornasse tão reveladora que mais clientes pudessem notar. Fiquei a olhar para o café que tinha à minha frente desviando por instantes os meus olhos. Foi aí que ela se levantou e me deixou o guardanapo na mesa: "Se te dissesse que te quero, seguirias-me?".
Confesso, fiquei surpreso. Desejava-a desde que entrei e a notei. Mas não o esperava. Ela arrumou as coisas e eu decidi segui-la. A chuva tinha desaparecido momentaneamente. Olhei para o vestido dela e via apenas uma pequena linha da string nas ancas. A minha excitação, que não tinha diminuído, se possível, aumentou. Sentia o volume nas calças. O seu passo era apressado e destinado a conduzir-me a algum local que conhecia bem. Por um momento, passou-me pela cabeça a ideia de que poderia ter estado ali anteriormente. Imaginei-a com outro homem e apressei mais o passo. Naquele momento, tinha que ser minha. Estávamos num beco. Ela colocou-me um dedo nos lábios como para me impedir de falar. Ou para dar uma sugestão. Eu coloquei o dedo dela na minha boca e chupei-o longamente. Senti-a torcer-se. Os altos do bicos nos peitos denunciavam a sua excitação da mesma forma que o volume nas minhas calças. Ela virou-se de costas para mim, indicando claramente qual seria o próximo passo. Coloquei a mão por baixo da saia e percorri-lhe as coxas. A minha mão seguiu até à sua parte mais quente e húmida. Ela sussurrou-me ou imaginei que me sussurrou: “Quero-te. Quero-te agora dentro de mim.” Coloquei-lhe as mãos nas ancas, puxei-a ligeiramente para mim. Encostei o meu sexo à entrada da sua abertura quente e inchada de desejo. Comecei por entrar suavemente, ouvi-a suspirar, e trouxe-a para mais junto de de mim. A minha mão nos seus cabelos foi o sinal para juntar as suas ancas à minha pélvis. Num ápice, estava totalmente dentro dela. Ouvia apenas a sua respiração acelerada, ao ritmo da nossa dança. Coloquei-lhe a mão na boca, para abafar os sons modulados que estava a começar a emitir. Afinal, estávamos no beco e a qualquer altura podia aparecer alguém. Só esse pensamento fez-me começar a sentir que a partir daí, não podia voltar atrás. Alea jacta est. Os dados estavam lançados. Sussurrei-lhe ao ouvido, baixinho: “Quero sentir-te explodir de prazer em torno de mim.” O “Sim” dela não deixou margem de dúvida de que, também ela, tinha ultrapassado o ponto sem regresso. E enquanto as ondas me percorriam a partir da parte bem dentro dela, senti-a arquear-se, abafar o seu próprio som de prazer mordendo-me a mão e depois, num momento interminável, permanecermos juntos.
De olhos fechados, senti os lábios dela nos meus. Ainda a ouvi sussurrar “O paraíso viveu em ti, agora.”. Se o paraíso era como aquele momento, não quereria sair dele. Ainda com as palavras vivas, abri os olhos e ela tinha desaparecido. Dela tinha apenas a mensagem. Imaginei-a esgueirando-se do beco, ainda com os vestígios do nosso prazer, como eu também os tinha. Nessa noite não dormi. Nas seguintes, mal preguei olho. Não, não tinha ficado apaixonado. Obcecado, talvez fosse a expressão exacta. Voltei várias vezes ao local, mas inutilmente. Não a encontrei, não tinha forma de a voltar a ver. Até ontem. Ao ler um blog, o meu coração deu um salto. A frase lá estava, a mesma: "Se te dissesse que te quero, seguirias-me?". Reli a história, reli a frase. Percebi que ela também precisava exorcizar aqueles momentos. Que, na sua memória, aquele encontro continuava a ocorrer e que ela tinha tido que o escrever. Só nos conseguimos distanciar das histórias quando as escrevemos. Por isso, ela a tinha escrito. Por isso a escrevo.
PS: Esta noite, pela primeira vez, depois de ter escrito a história ontem, consegui dormir. Sonhei com ela sim, mas sem angústias, sem acordar a pensar nela, a desejar tê-la ao meu lado. Tive a certeza de que, onde quer que estivesse, também ela tinha ultrapassado aquele momento fugaz e único. Para ambos tinha finalmente chegado o momento da paz, a merecida paz que se segue ao supremo êxtase." 

J.

(Uma singela mas deliciosa e delicada homenagem, uma glosa ao texto de ontem. Obrigada J., fizeste-me sorrir.)


Just can't keep her clothes on in it









Mellany


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ACOMPAÑADA DE MI OSITO





QUE SI SOY GORDA QUE SI SOY FLACA
SOY IGUALITA A LAS FOTOS .


BESOS VALENTINA

Full Throttle #16


Era uma mulher de rituais. Apreciava os momentos prévios, a preparação, a antecipação. Tomou um banho demorado, a água quente escorrendo pelo corpo e amaciando-lhe a pele, o cabelo cheiroso e macio, maquilhagem, umas gotas de perfume e a roupa cuidadosamente disposta em cima da cama. Quando a porta se abriu, encontrou-a demorada e sensual, sentada de perna cruzada. Camisa branca de homem, desabotoada, sem soutien, de mangas dobradas, meia liga preta, ligueiro de renda, cueca a combinar, sapato de salto alto e dois copos de balão, um em cada mão. O rosto que a contemplava sorriu de surpresa, espanto, incoerência. Pegou-o pela mão e encaminhou-o para a sala. Abriram uma garrafa de vinho, provaram, um travo apenas. Havia coisas mais importantes a tratar. Beijaram-se tropegamente, intensamente. Afastou-lhe a camisa e beijou-lhe os seios ao mesmo tempo que os apalpava suavemente. Trincou-lhe os mamilos, intumescidos da excitação, percorreu-os com a língua, uma e outra vez, olhando-a de soslaio para encontrar o seu rosto de entusiasmo e prazer. Libertou-a dos restantes adereços, certificando-se do que brotava já de si e lhe escorria deliciosa e involuntariamente. Sorriu agradado com o cenário que se lhe apresentava e com o dedo, procurou o seu ponto nevrálgico. Massajou docemente primeiro, intensamente depois. Até que, num rompante, testou a sua capacidade de controlo. Penetrou-a, dedo após dedo. Sentiu-se estremecer gemendo sofregamente.  Sabia que era a sua vez de o guiar. Deitou-o no chão, despiu-o, roçou-se nele, beijando-lhe o peito nú. Pegou-o, já pronto, ajeitou-o com a mestria do desejo e levou-o para dentro dela.  Apoiando as mãos no seu peito, para cima e para baixo, movendo as ancas suavemente e descrevendo círculos completos, cavalgou-o embalada pela liberdade que aquela entrega a fazia sentir. Sucumbiram ao orgasmo sem se conterem, sem cuidar do tempo que havia passado, sem cuidar do que poderiam ter feito. Tinham todo o tempo do mundo. Entregaram-se à preguiça, ao carinho, num estado perfeitamente vegetativo, apreciando cada olhar, cada suspiro, cada sorriso. Procuraram os copos de vinho e, deitados no chão, abraçados, permaneceram ali, congelados no tempo, aquecidos pelo calor dos seus corpos.

A pair of naturals












 
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